domingo, 22 de junho de 2008

Solstício de inverno



Hoje acontece o soltício de inverno, mas isso parece ser uma
informação sem nenhuma importância para a maioria de nós. Acredito que, pelo
menos em dias como esse, dias de solstícos, equinócios, eclipses, deveríamos
voltar nossa consciência para nossa condição de navegantes espaciais.
Afinal, não é para desprezar o fato de estarmos em uma bola que roda a
40 quarenta mil quilômetoes por hora e corre a 108 mil na escuridão
completa, não é mesmo?






Vamos começar fazendo algumas observações simples. Primeiro, enquanto lê essa crônica, você está parado? Provavelmente, sim. Deve estar sentado, não é mesmo?

Segundo, vamos exercitar a imaginação: pense que você está em um carro em movimento a 300 quilômetros por hora. Pensou? Você já esteve em um carro tão rápido? Provavelmente, não, mas é quase certo que já esteve em um avião a 900 km/h, sua velocidade de cruzeiro, não é mesmo? Vamos dizer que sim.

Pois bem, continuemos. Sentado, lendo essas linhas você não está se movendo, não é? Agora deite-se, se não der, recoste-se. Confortável?

Voltemos às observações. Você já foi criança, não é mesmo? Posso afirmar, com quase absoluta certeza, que sim, pois meus leitores não são tão jovens. Então, quando criança já deve ter rodado no gira-gira. Acertei? E você gostava? Sim?

É quase certo que sim. Você se lembra? Todas as crianças adoram rodopiar no gira-gira.

Vamos ver o que conseguimos até agora. Primeiro: você estava sentado e se deitou ou recostou (obedeça). Segundo, você se imaginou voando ou correndo em alta velocidade. Terceiro, adorava andar de gira-gira. Ótimo, estamos chegando lá.

Hoje, lá pela madrugada, acontece o solstício de inverno, aqui no nosso hemisfério. Pois, como é pensar em um solstício de inverno recostado no sofá, lembrando da infância no gira-gira?Não faz nenhuma diferença? Não? Mas deveria!

Afinal, uma coisa tão espetacular como estar num avião supersônico a mais de cem mil quilômetros por hora, rodando como um gira-gira a quarenta mil quilômetros por hora, deveria nos causar algum impacto ao menos nos solstícios e equinócios.

Mas a questão é que não faz. Não lembramos disso nunca, nunquinha. Garanto que qualquer rodinha-gigante nos causa frio na barriga, mas navegar em uma bola na escuridão a toda velocidade não provoca indiferença.

Será por que não faz diferença? Vai saber...

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