sábado, 27 de setembro de 2008

Calendário da alma


Calendário da Alma, Rudolf Steiner (www.editorajoaodebarro.com.br)

Esse calendário é descrito por Rudolf Steiner como um caminho de desenvolvimento feito através do sentir, aberto a todas as pessoas que desejem vincular-se à auto-educação.

No íntimo do ser humano
Derrama-se a riqueza dos sentidos.
O espírito cósmico se encontra
Na imagem reflexa dos olhos humanos,
Os quais, por meio dele,
Têm de criar, de novo, sua própria força.
(25º. semana - 22 a 28 de setembro - Início da Primavera).


Por que eu reagi dessa forma nesse processo? Como posso fazer diferente na próxima vez? O que preciso aprender com isso?

Perguntas desse tipo sempre foram muito importantes para mim. Houve épocas em minha vida que as fazia diariamente antes de dormir.

Tenho uma certa nostalgia desse tempo de auto-investigação. Sinto falta de ter a certeza de que a capacidade de me transformar só dependia do meu eu consciente.

Essa sensação de que o eu é capaz fortalece o sentimento de poder pessoal. Faz a manutenção na auto-estima e permite que confiemos no futuro. Em um futuro melhor, construído por nós mesmos.

Tenho buscado, a todo custo, voltar a ter sensações de poder, força e coragem. Quero voltar a ter o sentimento de que depende de mim a conquista de meus ideais de paz e equilíbrio.

A época atual não favorece a confiança. Prejudica nossa crença de que situações vão se resolver da melhor forma, mesmo que não seja "da nossa forma". É uma época onde a visibilidade dos valores está comprometida. Onde o fácil vem muito antes do certo e "o certo" nem sempre recebe o tratamento requerido.

Entre as ações que tenho procurado desenvolver para reascender a chama do poder No Calendário da Alma, há, para cada semana, uma estrofe que confere à alma, a vivência do que se passa com a natureza naquele momento.

A estrofe dessa semana de início de primavera tem muito a ver com essa vontade de resgatar a própria força.

Estamos na vigéssima quinta semana do ano, que se iniciou com a ressurrição da Páscoa.

O verso que mais me tocou e o qual estou colocando a maior atenção é, mais ou menos assim: o ser humano, por meio do espírito cósmico, tem de criar, DE NOVO, sua própria força.


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