quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

A reforma obrigatória

Pela lei, eu ainda teria um tempinho para a adoção da nova reforma ortográfica, mas me incomoda o fato de não estar enfrentando o assunto de frente. Para mim, essa é uma reforma contraditória e desnecessária, mas não sou eu quem faz as leis. Além disso, nunca mais escrevi uma palavra com trema com a mesma tranquilidade. Nem tão pouco hifenizei com naturalidade. Por isso, já que o mal está feito, me comprometo a tentar escrever no novo padrão a partir de março. Peço desculpas antecipadas pelos possíveis deslizes.

Estava tentando adiar, mas não tem como, é uma reforma definitiva e obrigatória. Vou precisar aderir. Que fazer? Melhor enfrentar logo. Estou em fase de enfrentamentos.

Escuto na Rádio Boa Nova, o psicólogo e comunicador Mario Mas, que tem um programa chamado "Desafios e soluções", onde trata de temas relacionados ao comportamento na nova era.

Acesso à rádio pela internet, pois o conteúdo dos programas fica arquivado e posso escutá-lo quantas vezes quero, no horário em que acho mais adequado. É uma maneira de aprender, enquanto trabalho.

Um dos programas que já escutei várias vezes é sobre enfrentamento, baseado no livro de "Triunfo Pessoal" de Joana de Ângelis, psicografado por Divaldo Pereira Franco.

O psicólogo fala da dificuldade de assumirmos nossos próprios desafios na lida com as questões do mundo. Disserta sobre nossa tendência em adiar ou ignorar compromissos e assuntos desagradáveis e ressalta nossa insegurança em relação às negações e contrariedades que a vida poder vir a oferecer em resposta aos nossos anseios e vontades.

Nesse janeiro, recorri ao programa algumas vezes para desfazer minha tendência em adiar compromissos difíceis. Fiquei feliz ao perceber que fui superando um por um dos desagradáveis assuntos. Só faltou esse, que queria ter começado a enfrentar logo na volta das férias, na primeira coluna do ano, mas adiei.

No entanto, nesse tópico que me proponho a enfrentar a partir de agora, vou precisar de bem mais do que lições sobre comportamento pessoal na nova era. Precisarei de uma boa dose de tolerância e de boa vontade para fazer o que não concordo. Explico: vou adotar a reforma ortográfica.

Estou relutante, pois não achei uma reforma adequada. Há falhas, em especial no tratamento dado aos hífens. Além disso, adoro tremas. Não me vejo tranquila, como um argentino, prefiro ficar tranqüila nos meus quase cinqüenta anos.

Não suporto a ideia da idéia perder o acento. Parece que, juntamente com ele, perderá o brilho que um pensamento do tipo idéia deve ter.

Bom, mas como não tem outra maneira, vou enfrentar: comprometo-me a, a partir de março, adotar a nova ortografia aqui na coluna. Haja revisão!

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