sábado, 11 de abril de 2009

The story of stuff


De onde vem aquilo que consumimos? Para onde vai? Estamos em um momento histórico no qual fazer perguntas como essas pode significar a vida ou a morte de nossa sociedade. Mudar pequenos hábitos de consumo foi importante até agora, mas, a partir desse momento, pode significar nossa única possibilidade de sobrevivência. Está achando exagero de ecochata? Tomara que seja.

Para quem tem internet, basta acessar Youtube . Para quem ainda não está na rede, vale a pena refletir sobre o assunto a partir de observação e leituras.

De onde vêm as coisas? Será que tudo o que você consome é realmente necessário? Aquela sacolinha minúscula que você exige na farmácia é realmente útil? O que você faz com ela depois? Por que você comprou seu novo celular? O antigo estava quebrado? Ou será que precisava de mais recursos? Acertei? Então você usa todos os recursos disponíveis, não é?

Você faz compras nas lojas de 1,99? Sabe como são compostos os preços das mercadorias? Você já ouviu falar em "exteriorização de custos"? Não? Então já passou da hora de se informar.

Pois bem, reparou que estamos em meio a uma crise mundial? Mais uma como tantas outras, você dirá. Porém, observe com cuidado e verá que tem uma pequena-grande diferença entre essa e as crises anteriores.

Essa é uma crise ideológica. Ideológica? Sim. Nossas idéias e crenças estão em crise. Nosso modus vivente está sendo questionado da forma mais direta e, talvez, a única que damos atenção: nossa ideologia está sofrendo um colapso financeiro.

Até agora, cuidar do meio ambiente, colaborar para que o planeta, e todos nós sobre ele, se tornassem autossustentável era um "papo cabeça", coisa de ecochato e cia.

Quantas vezes já falei aqui que se todos tivéssemos o padrão norteamericano de consumo, a Terra duraria 19 dias. Pois essa estimativa já passou para 11 dias. Ou seja, precisaríamos de mais cinco planetas para viver apenas mais dois séculos consumindo desse jeito.

Infelizmente, parece que a única maneira que vislumbramos até agora de fazer com que a exaustão dos recursos desacelere é com uma crise mundial. Quem consumia sem parar, agora está sendo parado pelo desemprego, pelo desamparo da previdência, pela dor.

A partir dessa crise, teremos de nos questionar sobre a história das coisas, do contrário não mais precisaremos recusar a sacolinha da farmácia, pois não teremos o dinheiro nem para o remédio. Trágico? Exagerado? Pode ser, mas eu prefiro mudar e não pagar para ver.


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