segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Andar com fé eu vou

A energia da fé acalma a mente. Ela é o ponto de equilíbrio entre passado e futuro, capaz de situar-nos no momento presente proporcionando saúde, paz e habituando-nos a viver no aqui e agora, sem as agonias com o futuro ou as desilusões com  o passado.




Diz a música: "Andar com fé eu vou, que a fé não costuma falhar", o compositor Gilberto Gil devia saber a importância dessas palavras.Estudos recentes comprovam a importância da fé para o ser humano.


A fé é o combustível do ato de viver, afirmação que, além de título de livro de Ermance Dufaux, é uma constatação da ciência e do bom senso. A fé está em cada uma das pequenas ações do nosso dia. Precisamos de fé até para tomar um copo d'água, pois se não tivéssemos fé na água, provavelmente morreríamos de sede.


Uma força contrária à fé é a desconfiança. Em algumas doenças mentais, como o  transtorno de ansiedade, surge a desconfiança de que a água pode estar contaminada e muitos pacientes têm de ser internados para serem hidratados de forma venosa.


Mas se a fé é tão inerente, tão preciosa, se é o combustível do ato de viver, por que é tão difícil mantê-la e, muitas vezes, senti-la, mesmo em uma pessoa saudável?


É por causa da localização da fé em nossa configuração psíquica/mental. A  fé, assim como sua dileta prima, a vontade, vive na sombra, em uma parte da nossa psique  que a gente não conhece. Na região a qual algumas escolas de psicologia chamam de sombra.


Porém, a sombra é também um centro de talentos e qualidades ocultas que solicitam de nós sua manifestação.


Ser uma pessoa de fé não tem nada a ver com ser uma pessoa religiosa. Não diz respeito a rituais exteriores ou manifestações sociais de qualquer ordem.


Para que possamos entrar em sintonia com essa energia oculta existem alguns caminhos, entre eles a oração, a meditação e a conduta.


A religião tenta nos ensinar alguns desses meios para o desabrochar da fé, porém se aprendermos apenas os rituais externos dessas práticas e não a pratiquemos  intimamente, dificilmente sentiremos seus efeitos vivificadores.

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