segunda-feira, 17 de maio de 2010

Ajustes: hipoegotismo



A meditação das Doze Noites Santas está chegando. Para esse ano, quero preparar um diferencial: um foco central de ajuste. Pensei em começar por um elemento um pouco menos conhecido e estudado, o hipoegotismo. Esse sentimento está quase sempre na base da não aceitação de si mesmo, da busca insessante por progresso sem o devido reconhecimento do que se atingiu, síndrome presente nos eternos insatisfeitos consigo mesmo, como eu. Estou animada para ajustar o cinto e começar a viagem rumo à minha autoaceitação.  

Impresso e publicado originalmente em 19 de dezembro de 2009.

Lá vou eu de novo. O prezado leitor já sabe: sai ano entra ano, a cronista-problema encara seus desafios.

Uma forma que tenho de anualmente tentar dar uma ajustada nos meus aparelhos mentais e emocionais é a meditação das Noites Santas.

Já falei dela aqui diversas vezes, é aquela meditação que faço entre o Natal e o Dia de Reis, exatas doze noites, onde para cada qualidade astral, representada popularmente pelo zodíaco, examino um seguimento de minha existência.

Por exemplo, na Primeira Noite Santa, relativa a Capricórnio, avalio em mim as qualidades representadas por esse signo: 
coragem, capacidade de trabalho e de atingir objetivos traçados. Pergunto como esteve minha coragem em 2009, se consegui atingir meus objetivos, se trabalhei com afinco, etc. Depois de avaliar as ações passadas, faço um balanço e traço novas metas para os aspectos de Capricórnio em 2010. 


Então, sigo adiante, uma 
figura zodiacal por noite, até completar o espectro todo.


Claro que a divisão da meditação em imagens astrológicas é arbitrária, apenas uma forma lúdica de se autoavaliar e compreender. Poderia ser qualquer outra organização que abarcasse os aspectos da alma, da mente e do corpo, em suas mais variadas dimensões. 

Esse ano, vou tentar acrescentar um diferencial: o foco central. Não sei ainda como será, mas quero que esse  foco permeie a meditação diária, ajudando a verificar aspectos de sua qualidade em cada uma das camadas analisadas.

Meu foco de ajuste será o hipoegotismo. Muito se tem falado do egoísmo, do egocen
trismo, mas um fenômeno pouco considerado é o hipoegotismo, ou seja, nossa eterna sensação de que somos menos, de que temos de nos esforçar mais para conseguir sermos melhores. Nosso eterno sentimento de que o outro é mais equilibrado, mais capacitado, mais habilidoso, mais bonito, mais magro, mais tudo.



O leitor que me acompanha deve saber que sou desse jeitinho mesmo. Porém, se o foco de ajuste der resultado, quem sabe minhas ladainhas não mudam de tom no próximo ano? Até podem cessar, já imaginou? Estou animada para começar e já estou pensando no processo de transformação: talvez para o hipoegotismo a autoaceitação.



   

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