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Qual foi a primeira palavra inventada pelo ser humano?
Melhor resposta - Escolhida pelo autor da pergunta:
Deve ter sido ...
lápis - prá depois...
poder "escrever" ! ! !
Podia ter na escola uma coisa sem relato, quietinha. Sem palavra de fora, nem de dentro. Sem palavra mesmo, nem versinho. Podia ter na escola uma coisa só gesto, fazida. Uma coisa de tempo só dela, melhor ainda, sem tempo, vazia, um nadinha. Pensou?
Não sei se a professora ia gostar, já que na escola se gosta até de cartilhar o que errar. Mas podia ser um pouquinho assim lá na escola. A gente fazia uma coisa e depois nem falava dela. Seria uma coisa grátis. Uma coisa sem número, sem nota. Pensou?
A gente lá, assim, sem mais tributo. Fazendo à toa uma coisa qualquer, sem propósito. Deixado solto um pouquinho. Seria um fazer à toa na escola.
Pode não. A diretora ia xingar. Para de fazer isso menino. Ela não gosta de ver ninguém à toa, sem fazer lição. Na escola tudo vira ocupação. Morro de pena. Tem uma coisa tão boa quando a gente desocupa. Uma bondade sem nome. Bondade sem cara, rosto, difícil de dizer, mas tem. Podia ter na escola uma bondade assim. Pensou?
Não sei dizer, mas parece que bondade assim pensa. É que ela enche a cabeça da gente de uma coisa forte. Pra mim, já que é na cabeça, só pode ser pensamento também.
Existe pensamento sem palavra? Não sei. Na escola tenho certeza que não. Mas se tivesse, eu ia gostar de ter um. Um pensamento que me deixasse assim, sem palavra, só fazido. Coisa outra. Pensamento pipa. Já empinou? Sabe aquela hora que a cabeça da gente vira pipa? Vazia de palavra, mas cheia de pipa?
Quando eu tô fazendo uma coisa bem de perto, minha cabeça fica assim, sem palavra, fazida, vazia, mas cheia.
Tem outra coisa na cabeça que não seja palavra? Deve ter. Quando eu fico olhando pro nada, cabeça de pipa, a professora pergunta: tá pensando que menino? Tenho de dizer se não ela fica brava. Mas na verdade não sei, invento.
É bom também. Não é mentira, sabe? É só uma maneira de fazer palavra. Eu sempre invento depois do nada. Acho que pra falar dessa coisa fazida só palavra inventada. Pena que na escola não tem.
Publicado originalmente em 28 de maio de 2011.

Plenitude do ser
ResponderExcluirApenas hoje esvazio-me de mim
Neste momento transbordo o nada
Experimento a imensidão do vazio
Provo a mudez e até a nudez
Apenas hoje mãos tateantes
Pés errantes
Pensamentos que vagueiam sem destino
Apenas hoje.
abraço
Ana Lúcia Machado
Nina querida,
ResponderExcluirquem sabe um dia e por uns dias te teremos por aqui...
bjos
Marina
Sou fácil...basta chamar.
ResponderExcluirVou torcer.
bj
Nina